Subscribe News Feed Subscribe Comments

Lamento, não tenho rede!


Gorda. Feia. "Coiso". 30 de Maio. Rock in Rio. Rir. Rir Muito. Amy Winehouse. Sagres. SuperBock. Vinho Branco. Chás da Horta. Frango Assado. Jogo do Olho. Rir. Rir Muito. Dançar. Sentar no chão. Deitar no chão. Rir. Rir Muito. Mensagens no Carro. Batatas Fritas. Diana Mitra. Rir Ainda Mais! Combinar coisas que não iam acontecer. Andar muito. Fugas sem dar nas vistas. Momentos Para Sempre.

Fora isto:
Lamento, não tenho rede!


video

He broke your heart
He took your soul
You're hurt inside
'Cause there's a hole
You need some time
To be alone
Then you will find
What you've always known

I'm the one who really love ya, baby
I've been knockin' at your door

And as long as I'm livin'
I'll be waitin'
As long as I'm breathin'
I'll be there
Whenever you call me
I'll be waitin'
Whenever you need me
I'll be there

I've seen ya cry
Into the night
I feel your pain
Can I make it right?
I realize
There's no end in sight
Yet still I wait
For you to see the light

I'm the one who really loves ya, baby
I can't take it anymore

And as long as I'm livin'
I'll be waitin'
As long as I'm breathin'
I'll be there
Whenever you call me
I'll be waitin'
Whenever you need me
I'll be there

You are the only one I've ever known
That makes me feel this way, couldn't on my own
I wanna be with you until we're old
You've got the love you need right in front of you, please come home

As long as I'm livin'
I'll be waitin'
As long as I'm breathin'
I'll be there
Whenever you call me
I'll be waitin'
Whenever you need me
I'll be there

As long as I'm livin'
I'll be waitin'
As long as I'm breathin'
I'll be there
Whenever you call me
I'll be waitin'
Whenever you need me
I'll be there

Só porque sim.

Parece tão fácil...

Caro (a) Dr (a)

Temos o prazer de o(a) informar que foi seleccionado(a) para frequentar o Mestrado em Publicidade e Marketing.

who cares?

"Nunca mais disseste nada... não tens aparecido... não telefonas...".
Pergunta: "Porquê eu e não tu?"

Ok! Falha minha "pergunta retórica..."!
As outras têm como resposta um "pois...", "ando cansada...". É cansaço? Não. Desculpas? Talvez. É mais um encolher de ombros e um virar de página. Um não querer saber e um pouco me importa.
Se fosse verdadeiro cansaço estava em casa, no sofá. Estou aqui? Então ainda quero saber um bocadinho de ti. Mas isso não chega, pois não? Claro que não. É muito mais giro repetir a mesma frase, vezes sem conta, quando não há nada a dizer...

"Vieste? Há tanto tempo que não te via... Não tens dito nada..."
Pois não... Mas não é cansaço. Só não quero estar contigo.

As pessoas são feias.

O primeiro princípio que qualquer pessoa devia ter era:

ter princípios e cumpri-los, acima de tudo.

Se temos uma ideia, essa deve ser levada até ao final. É um bocado triste não o fazermos. Mais do que triste, é ridículo. Vivemos anos a tentar cumprir uma coisa e a acreditar nela, e, no final, fazemos tudo ao contrário. É feio. As pessoas são feias. São más. São falsas. Mas há que saber lidar com a falsidade delas. E, quando finalmente conseguimos, alcançamos a tão esperada vitória.

E essa vitória sabe tão bem...

Justificação.

Invejo - mas não sei se invejo - aqueles de quem se pode escrever uma biografia, ou que podem escrever a própria. Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer.

Que há-de alguém confessar que valha ou que sirva? O que nos sucedeu, ou sucedeu a toda a gente ou só a nós; num caso não é novidade, e no outro não é de compreender. Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações. Compreendo bem as bordadoras por mágoa e as que fazem meia porque há vida. Minha tia velha fazia paciências durante o infinito do serão. Estas confissões de sentir são paciências minhas. Não as interpreto, como quem usasse cartas para saber o destino. Não as ausculto, porque nas paciências as cartas não têm propriamente valia. Desenrolo-me como uma meada multicolor, ou faço comigo figuras de cordel, como as que se tecem nas mãos espetadas e se passam de umas crianças para as outras. Cuido só de que o polegar não falhe o laço que lhe compete. Depois viro a mão e a imagem fica diferente. E recomeço. Viver é fazer meia com uma intenção dos outros. Mas, ao fazê-la, o pensamento é livre, e todos os príncipes encantados podem passear nos seus parques entre mergulho e mergulho da agulha de marfim com bico reverso. Croché das coisas… Intervalo… Nada…

De resto, com que posso contar comigo? Uma acuidade horrível das sensações, e a compreensão profunda de estar sentindo… Uma inteligência aguda para me destruir, e um poder de sonho sôfrego de me entreter… Uma vontade morta e uma reflexão que a embala, como a’ um filho vivo… Sim, croché…
 
Autobiografia Sem Factos | TNB