Subscribe News Feed Subscribe Comments

Há o manter a linha, o andar na linha e o pessoal da linha.

Mas a pior de todas as linhas é a linha que separa a certeza da dúvida. E essa é uma linha muito instável. Tem 50% de probabilidade de ficar mais forte, depois de todo o esforço e depois de toda a confiança ganha; e tem 50% de probabilidade de se partir, por todo o esforço imposto e por todo o peso que aguentou durante uns tempos.
Podemos viver no mundo do faz de conta e brincar à Alice no País das Maravilhas, mas em todas as estórias há sempre alguém mau e acontece sempre alguma coisa má à personagem principal, apesar de, posteriormente, ser feliz para sempre.
A bússola do Jack Sparrow é uma coisa fascinante. Indica o sítio para onde queremos ir, porque lá sabemos que vamos estar bem. Já a Alice, vai abrindo portas e entra em sítios que não conhece.


E agora?

Alice In Wonderland


Bird in the Tree: A serpent! Help! Help! Serpent! Serpeeent!

Alice: But please! Please!

Bird in the Tree: Off with you! Shoo! Shoo! Help! Serpent!

Alice: I'm not a serpent.

Bird in the Tree: You're not? Then just what are you?

Alice: I'm just a little girl.

Bird in the Tree: Little? Little?

[laughs]

Alice: Well, I am... I mean, I was.

Bird in the Tree: And I suppose you don't like eggs, either?

Alice: Yes, I like eggs, but...

Bird in the Tree: Aha! I knew it! I knew it! A serpent! Serpent! Serpeeeent!

Alice: Oh, for goodness sake!

Estou com sonha.

Dou por mim a acabar as frases com palavras que não têm nada a ver. Vai-se ao balcão buscar duas imperiais, "podiam ter ficado sentadas, eu ia lá levar...", "deixa lá... nós estávamos com sonha"... A sonha era sede. Porquê sonha? Não sei. Mas o engraçado é que digo frases destas e depois as pessoas riem e dizem "a sério?" e eu "hum, hum"...
Estou a ficar maluca. Está a acontecer há duas semanas. É trabalho a mais e dormir a menos. E depois digo "estou a ter um ataque de comição na parte debaixo do pé" e ele diz "tu estás é maluca da cabeça". E estou. Estou a ficar maluquinha. Também já me disseram que não estou maluca, estou excêntica. Também dá, mas não é tão forte e é mais difícil de dizer. Porque isto é mesmo maluquice. Sou uma ganda maluca, é o que é.

E é isto...

Aproxima-se o casamento perfeito.
O casamento de alguém que me diz muito e com quem passei muito. Vou rir e vou chorar. Vou divertir-me muito e vou querer reviver esse dia para sempre. Mas não vai ser possível. Estou muito ansiosa... Não sei o que hei de escolher... Se vinho branco, whisky cola, amêndoa amarga ou vodka redbull...



Veremos...

adoroooooo

tenho saudades do último verão deste ano!

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa... Quase sempre...

O meu cérebro é um álbum de memórias só minhas. Minhas, da minha família, do namorado, das pessoas da rádio e de mais uma ou outra pessoa. É das pessoas com quem me sinto bem a partilhar. Das pessoas de quem recebo estímulo. Tenho pena que estejamos a acabar assim. Ou se calhar nem tenho. Se fui embora foi porque teve que ser, foi por uma quase imposição. Os que se esforçam por voltar tenho-os cá, do lado esquerdo do meu corpo. Os que simplesmente não ligam, vou deixar de ligar também. Não somos melhores amigos, não somos amigos dos copos, somos amigos do porque sim. Do porque as pessoas precisam de conviver. As ligações foram cortadas e por mais nós que eu tente dar, simplesmente nunca vai voltar a ser a mesma coisa... Porque o sinal falha, por vezes. O sinal falha quando se fala e quando se ouve.
Depois disto,

Modo:


ah pois é!
gosto!

you can sing the melody to me

and I can write a couple of lines



cidade fm 5 estrelas!!!


Começámos pelo hipotecamos, aspiramos, halibutamos... Passámos pelo lindo discurso pós-jantar, pelos provérbios onde se bateram palmas, pelas fotografias com os óculos de coração, pelas tantas outras whatever fotos, pela Closer, que foi a melhor música da noite, pelos choros na pista, na rua, na casa-de-banho, pelas saudades, de algo que ainda está para acabar, mas que já apertam muito. Acabámos nos 15 dias de autocarro onde só se ouvia "Chefe, a Nitinha bateu-me" ou "Canavilhaaaaaas, gosto mesmo desta querida...". Pelo Rancho Fundo e pelo "Quem se comeu que ponha o braço no ar".


Volto a dizer: Ainda faltam muitos dias e muitas horas... Mas já tenho horrores de saudades!

A pública e a privada.

A pública e a privada são muito diferentes. A pública é confusa, tem muitas salas escondidas, a privada é tudo muito mais explícito. A pública tem pessoas estranhas, a privada tem pessoas estranhas, mas que toda a gente gosta. A pública tem um bar com comida má e barata, a privada tem um bar com comida muito boa e muito cara. A pública tem gente que estuda e tem boas notas, a privada nem por isso. A pública tem gente que guarda apontamentos e que não dá a ninguém, a privada tem apontamentos na reprografia para dar e vender. A pública é muito organizada em tudo, a privada não é organizada em nada. A pública tem frases escritas na casa-de-banho com marcador azul e que dizem qualquer coisa como "há lobos que nos consomem as memórias", a privada tem cartazes escritos a computador que dizem "próxima gala, próximo arraial, próxima festa, próximo jantar de curso". Na pública meia hora de intervalo é muito tempo, na privada meia hora de intervalo é muito pouco tempo. Na pública pode-se estacionar lá dentro, na privada pode-se estacionar lá dentro... se se pagar 75 euros por mês. Na pública oferecem pen, cadernos, canetas e livros, na privada oferecem um recibo depois de ter pago isso tudo na tesouraria. Na pública os professores explicam e os alunos percebem tudo, na privada os professores explicam e os alunos falam sobre a borga da noite anterior. Na pública combinam-se dias de estudo, na privada combinam-se dias de praxes.
Gosto desta nova fase, mas tenho saudades do antigamente.
 
Autobiografia Sem Factos | TNB