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Foi mais um Carnaval. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mudam-se os grupos e as pessoas. A música continua mais ou menos a mesma. As máscaras são umas mais parecidas que outras. As mulheres querem voltar aos tempos antigos e os homens querem mudar de sexo. Continuam a rivalidade e o baixo nível. Mantém-se a alegria e o espírito. Podemos ser amigos em part-time, mas estamos todos ali para o mesmo. Nem que "o mesmo" seja criticar tudo e todos e querer mostrar cada vez mais. Pode mudar muito, mas há qualquer coisa que fica sempre lá. E isso "sabe igual".

It's Carnival time, time to have fun...

Passei o estágio a red bull e ainda bem. Consegui ter asas e andar com a cabeça assente. Eu e a minha sombra azul turquesa. Os óculos-coração foram um sucesso, a sombra azul foi um sucesso, foi assim um sucesso repartido.
Depois disto, resta-me andar acordada até segunda-feira. Acordada e a caipirinhas, pelo que ouvi dizer. A única coisa que falta é beber um shot de cachaça antes da dança... Isso é que era. Para encarnar a verdadeira personagem. Ficamos mais dentro do tema. Bem mais!

Após 10 anos, sou feliz no Carnaval.
(Só espero que ninguém me pise o vestido de propósito... No meio da dança... Ok?)



é isto que eu agora sou. mas só nos recibos.

na vida real jogo ao trivial todos os dias.

Não é um mito.

Afinal, há a hipótese de se trabalhar e ganhar algo em troca. Neste caso será um ordenado. Ordenado que é em dinheiro. Dinheiro mesmo dinheiro. Não é pago em géneros. Portanto, trabalho e recebo dinheiro. Pensava que isto não existia, mas parece que será assim. Acabaram-se os estágios e eu tudo bem...

Muito bom!

Odeio e-mails de correntes. Odeio o "o tantra da índia". Odeio os que são para enviar a 10 pessoas senão o gato do vizinho suicida-se. Odeio aqueles em que se recebe um telemóvel da ericsson quando ainda não conhecia a sony. E odeio o do "ontem um amigo meu foi ao cinema e espetou uma seringa no cú". Foi? Pouca sorte.

Mas o e-mail que eu recebi hoje, achei hilariante. (E não era a criancinha do Nepal que recebe 0,0001 cêntimos por cada reenviado).

É isto:

Aviso para as mulheres que almoçam sós

Passei por uma situação muito incómoda ontem com uma amiga minha, aqui em Lisboa. Cuidado pois pode acontecer-vos o mesmo. Estava sentada com uma amiga, a almoçar, numa mesa do restaurante que sempre frequento, e dois homens vieram sentar-se à nossa mesa. Nós lançámos-lhes um olhar gélido, mas eles simplesmente ficaram ali, impávidos a olhar para nós. Isto acabou com o nosso almoço...

Eu pus a mão esquerda sobre a mesa, para verem que sou casada, a minha amiga também fez o mesmo, para mostrar que não tínhamos interesse nenhum por eles.

Por sorte, eles perceberam a nossa dica e saíram, mas eu consegui tirar-lhes uma fotografia. Aqui vai a fotografia em anexo, como aviso, para o caso de eles também tentarem abusivamente aproximar-se de vocês.


Nos filmes e nas novelas, quando as pessoas estão irritadas, bebem um copo de whisky. É cliché, mas hoje apeteceu-me beber cinco imperiais de shot. Assim fresquinhas para me gelarem os dentes. Só me apeteceu gritar "eu também andei na primária", com a força toda do caps lock. Não tenho paciência para pessoas que me querem ensinar o abecedário de cinco em cinco minutos. Cada vez que abrir a boca, nem que seja para respirar, vou dizer logo "não quero saber", mas em caps lock. E a negrito.


Hoje senti-me bronzeada, bonita, com a pele a estalar pela falta de protector solar. De olhos fechados, senti o calor e o arranhar da areia. Senti-a a escorrer-me por entre os dedos. A praia estava vazia. Ao fundo o mar fazia suaves ondas. Nem uma pontada de vento. A minha pele estalou, os meus lábios secaram e eu fiquei ali. Imóvel. A respirar fundo. Senti as bochechas a tombarem, uma para cada seu lado. O peso do corpo estava a empurrar-me cada vez mais para baixo, cada vez mais confortável. Cada vez mais quente. Cada vez mais bronzeada. Mas daquele bronze de quem já nem se lembra da última vez que pôs base.



Depois saí da aula de yoga e estava um tempo que só me apetecia chorar.

a partir de hoje

Li, gostei e fiquei triste porque acabou.
 
Autobiografia Sem Factos | TNB